Obrigado

por Jorge Ferreira Jorge Ferreira 22 de Outubro de 2009 | Informação

Cessaram as eleições de 2009. Surpreendeu-me o convite do Gabriel Silva para participar neste blogue e agradeço-lhe a lembrança. Agradeço ao Paulo Querido toda a ajuda e apoio que me foi dando sempre que precisei. Nem sempre pude, por razões de natureza pessoal, assegurar uma permanencia regular nestas páginas, Gostaria de ter escrito mais, polemizado mias, debatido mais, divulgado mais. Fica o possível. E os meus agradecimentos a todos, sobretudo ao Público pela iniciativa que me acolheu e aos leitores que mostraram a insuspeita paciencia de me lerem. Até sempre.

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Hoje votaram-se as últimas Freguesias e acabou o ciclo eleitoral iniciado em Junho deste ano com as eleições para deputados (portugueses) para o Parlamento Europeu. Termina assim o objecto deste blog que, numa iniciativa inédita, procurou acompanhar – com um conjunto alargado e plural de autores – todos os actos eleitorais deste ano: Europeias, Legislativas e Autárquicas.

Foram seis meses de projecto, várias centenas de posts e comentários, milhares de visitas. Tivemos o privilégio de contar com diversos candidatos como autores – alguns eleitos -, gentes de todos os partidos políticos e de todas as regiões do país. Tivemos pegas, zangas, saídas e entradas. Tivemos polémicas e debates. Tivemos visibilidade.

Demonstramos que é possível construir um projecto que privilegie a pluralidade política e que permita um debate esclarecedor assente nas regras do bom comportamento democrático. Demonstrámos que o nível do debate político em Portugal é – ou pode ser – elevado, esclarecedor e construtivo.

Claro que todos os projectos têm uma origem, e este teve a sua na ideia do Paulo Querido. A ele quero deixar o meu agradecimento pessoal pela gentileza do seu convite. Também o Jornal Público está de parabéns, por ter transformado uma ideia num projecto e de o ter apoiado desde a sua hora zero.

Também quero destacar a elevação e a qualidade dos meus companheiros de projecto, muitos dos quais mantive uma relação de «picardia política», sempre sã e prospectiva.

Por fim, uma palavra para quem leu, comentou, gostou ou odiou o que aqui escrevi. Tenho por todos vocês um apreço especial, se não tivessem por aqui aparecido nada disto tinha feito sentido.

Vamos todos continuar na blogosfera, aqui e ali, em velhos ou novos projectos individuais ou colectivos. Eu, para quem se interessar, continuarei a minha colaboração na blogosfera no Blogue de Esquerda da revista Sábado, na Loja de Ideias e no Les Cannards Libertaires (e quem sabe num outro novo projecto).

Por isso, até já.

(e quem sabe por aqui nos vejamos por altura das eleições presidenciais…)

 

(ah, e quem se interessar sobre uma curta avaliação da nova situação política pode ler e comentar este meu recente texto do Diário Económico)

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Um curto post, para dizer obrigado:

- a quem me convidou para participar neste blog colectivo
- a quem me leu
- a quem comentou os meus artigos
- a quem administrou esta casa

Aos colegas de blog: cá vos espero, neste profundo Alentejo. :-)

Até à próxima.

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Fim de ciclo

por Leonel Vicente Leonel Vicente 15 de Outubro de 2009 | Autárquicas

Não obstante o ciclo eleitoral não ter sido ainda definitivamente encerrado – há três freguesias do distrito de Bragança em que terão de ser repetidas as eleições, no próximo domingo, dia 25 de Outubro, devido a empate nas autárquicas de 11 de Outubro… – é chegado o momento de concluir a participação neste blogue, cujo amável convite agradeço, aqui e agora, na pessoa do Paulo Querido.

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É óbvio que um blog chamado “Eleições 2009″ tinha o fim marcado.
Mas há que continuar o debate político – agora mais do que nunca, porque mais livre dos condicionamentos de lógicas eleitorais.

Agradeço ao Paulo Querido e ao Público a ousadia desta iniciativa, e peço que a continuem, para continuarmos a discutir políticas e ideias.
Ainda há muita pedra para partir sobre o futuro que gostaríamos de construir para Portugal e para/com a Europa.
Que tal um blogue chamado “Governo Sombra” (espero que ainda não exista nenhum com esse nome), ou então “Democracia Nossa”, ou “Casa Nossa” (hehehe) ou, sei lá, “a falar é que a gente inventa o futuro”?

E, já que falo para o Público, mais um repto: não conheço jornal nenhum onde haja a rubrica “Europa” – passa-se de “nacional” para “internacional”, esquecendo que o nível intermédio, um pouco mais que nacional, mas de modo algum externo a nós, já é uma realidade. Para quando uma rubrica específica para dar notícia da Comissão e do Parlamento, das iniciativas dos partidos europeus e dos cidadãos, das dificuldades e realizações na construção deste espaço?

Um abraço, e até sempre!

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Com tanta gente a despedir-se (foi bom andar por aqui como escrevinhador e leitor, obrigado) deixo aqui uma nota de esperança e de recomeço sobre a participação cívica e política do MEP,  partido pelo qual fui candidato.

Espero que neste interregno de campanhas haja outras oportunidade e outros locais como este, plurais e confortáveis. Locais com outro tempo para discutirmos mais a políticas e menos os panfletos. Pelos jornais já se vê que a realidade voltou com coisas pouco agradáveis que estiverem muitas delas alheadas das campanhas mas que são ou deveriam ser determinantes para determinar o voto. O MEP ex-cassula que não ganhou nada neste sprint extenuante que foi o ano de 2009 não desistiu, nem desanimou. Um projecto de ideias e de convicções não se esgota aos primeiros revezes. Uma proposta de política da esperança não se perde simplesmente porque (ainda) só votaram nela 26.000 eleitores.

O facto de não ter atingido os objectivos eleitorais é uma excelente oportunidade para: [continuado…]

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Despeço-me com um até qualquer dia. Dedico-lhes, por empréstimo, uns versos do Herberto Helder.

Eu trabalho nas luzes antigas, em frente/das ondas da noite. Bato pedra/dentro do meu coração./Penso, ameaçado pela morte.

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Obrigado

por José Manuel Faria José Manuel Faria 13 de Outubro de 2009 | Informação

Quero agradecer aos Organizadores deste Projecto, “Eleições 2009″, o convite. Foi com imenso prazer que dei o meu humilde contributo ao Blog e quanto contente fico por ter “contactado” com os melhores da Blogosfera. Obrigado.

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Virgilio M. A. Alves

Virgilio M. A. Alves

Aproveito esta onde de mensagens de fim de campanhas para também referir que foi um privilégio ter acesso a este projecto, embora, não tivesse o tempo desejado para me envolver mais.

Nesta fase final, considero que foi importante esta iniciativa, pioneira e plena de oportunidade em Portugal, para florescer um campo de debate alargado, um fórum de opiniões e para a construção de uma democracia mais estável e duradoura, uma democracia salutar de gente que se interessa, mesmo contra todas as adversidades, contra a maré, são estas iniciativas que vão devolvendo o verdadeiro sentido da política, do civismo, que o animal social que é, o Homem, está habituado e sem ele não pode viver. [continuado…]

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Quero agradecer ao Paulo Querido e ao jornal Público a oportunidade que me foi dada para participar neste amplo debate político, com uma pluralidade pouco comum nos espaços de opinião sob a égide de grandes jornais nacionais. Parabéns a quem organizou e coordenou esta iniciativa, cujo balanço final é muito positivo. Num ano recheado de eleições, com novos actores políticos e os mesmos problemas de sempre, foi importante interagir e debater com todos os que aqui quiseram discutir ideias e gerar dinâmica democrática de esclarecimento. Aprendi com tudo e com todos, e desta experiência retiro muito proveito. Espero que seja um até breve – e não há aqui nenhum segundo sentido derivado da eventual instabilidade política vindoura! Cumprimentos a todos e todas.

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Estava a escrever um texto de despedida mas reparo que era pieguice pegada.

Prefiro despedir-me com um até já, agradecido a todos os que compartilharam comigo este espaço. Afinal estamos só à distância de um click.

Especial saudação ao comandante desta nau, o Paulo Querido, que mesmo em tempo de estragos não a deixou naufragar e ao Jornal Público que sustentou o projecto.

Para os autores, comentadores, leitores e equipa técnica, deixo um grande abraço.

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Janela RossioAquilo que os Partidos políticos continuam a ser incapazes de fazer, será feito pelos eleitores à medida que se vão despegando da pele aparelhista ou da política clubista.

Como dizia no final do texto de Balanço final do Votem em mim , O povo de Lisboa é um povo esperto e sabedor e comprovou-o. Abdicou da camisola política para inviabilizar a tomada do poder na Câmara Municipal por Santana Lopes. Para a Assembleia Municipal votou como entendeu e escolheu as Freguesias conforme melhor achou.

Fazendo contas e olhando as outras duas votações do dia, verifica-se que a desobediência foi forte, uma desobediência de cidadania baseada no bom senso e na vontade de indicar às lideranças que é tempo de convergir forças e de aliviar o entrincheiramento com que as esquerdas protegem os redutos, sempre mais interessadas na crítica destrutiva do que na construção de soluções.

A votação em Lisboa revela um sério aviso às forças de contra-poder. Ou tratam de defender os interesses dos seus eleitores assumindo as responsabilidades da governação e aplicando as teorias que defendem, ou perdem a sua confiança. Santana Lopes até fez o raciocínio correcto na noite das eleições mas, como não podia deixar de ser e na mesma onda romanceada de Manuela, Aníbal e José, preferiu perder-se em fantasias de espionagem e de conspiração e deixou escapar o “acordo secreto” para dramatizar a deslocação dos votos assertivos.

Povo sábio, este de Lisboa, que talvez tocado pelos antigos invocados por Alegre na Rua Augusta, soube distinguir e discernir garantindo que os Paços do Concelho não caíssem em mãos erradas.

-> a Barbearia do Senhor Luís
-> Votem em mim
-> Cão como tu

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Foi uma Festa, de facto, Bonita… a grande festa de um povo em Eleições que vestiu o país com os trajes que se sentiram adequados: UNIR LISBOA com maioria absoluta e uma grande representatividade da Esquerda na AR, a lembrar que os ideiais democráticos do 25 de Abril estão vivos e persistem na expressão da nossa cidadania… foi bonita a Festa: em Lisboa, no Porto e por todo o país onde as mudanças decorreram da vontade de assinalar que é preciso estar atento e revitalizar o poder, de forma vigilante em relação ao sentir das populações… estamos, de certa forma, mais ou menos, todos, de Parabéns! Todos os cidadãos e todos os partidos -mesmo os que, como o PSD, foram altamente penalizados porque este ciclo eleitoral ensina que devemos respeitar quem devemos representar e não os interesses corporativos ou os protagonismos extemporâneos e excessivos ou, apesar da tragédia que assinalou o dia de ontem no concelho de Mondim de Basto. Mas, foi, de qualquer modo, seguramente, Bonita, a Festa, pá!… porque se aprende sempre quando o povo vai às urnas! … Sim, foi bonita a festa, pá!… A festa que também o Público investiu de grande significado ao criar este blogue colectivo onde coexistiram opiniões, onde se criaram empatias, reconhecimentos e desenvolveram discussões… este blogue que está agora a terminar porque foram cumpridos os seus objectivos. Obrigado a todos! Foi, de facto, uma Festa Muito Bonita! Bem-hajam!

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Terminou o grande ciclo eleitoral de 2009. No curto espaço de 5 meses, os portugueses foram chamados a votar por 3 vezes para eleger os seus representantes, primeiro no Parlamento Europeu, depois na Assembleia da República e no Governo e, finalmente, no poder autárquico ou seja, nas Assembleias e Câmaras Municipais e nas Assembleias e Juntas de Freguesia. Ao contrário do que seria expectável, os cidadãos responderam à chamada e a abstenção apresentou um comportamento interessante de que vale a pena destacar a sua maior incidência no acto eleitoral considerado mais distante ou seja, nas eleições europeias que, a abrir este ciclo de renovação do poder, foi utilizado também como oportunidade de penalização do partido de um Governo que atravessou tempos conturbados apesar dos resultados alcançados no seu principal objectivo: debelar o défice, não só pela prolongada campanha negra que, sem escrúpulos, foi dirigida contra o Primeiro-Ministro José Sócrates como pelos efeitos da maior crise económico-financeira internacional do último século. Reduzida a abstenção nas eleições legislativas e apesar da dispersão radicalizada dos argumentos partidários na campanha, foi vencedor o PS que, em maioria relativa, irá agora formar Governo e que, a considerar a expressão popular do voto, deverá governar à esquerda tanto mais que foi a esquerda a ganhar a representatividade parlamentar em cerca de 60%. Agora, contados os votos das eleições autárquicas, constatam-se 52 alterações partidárias na gestão autárquica ao nível das Câmaras Municipais, tendo sido reduzida de 49 para 7 a diferença do número de Municípios liderados pelos 2 maiores partidos, PS e PSD. [continuado…]

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Algumas notas que pretendo salientar:

A primeira, obviamente, vai para a derrota do PCP em Beja, perdendo para o PS a Câmara Municipal da capital do Distrito. Ainda em Beja, a derrota do PSD, ao perder o vereador e dois lugares na Assembleia Municipal. Curiosa a votação na freguesia de S. João Baptista (PSD), onde o candidato social-democrata à Câmara viu fugir 930 votos. Realce também para a derrota do PCP na freguesia urbana de Santa Maria. A cidade, decididamente, virou as costas ao PCP. O BE consegue eleger um deputado à Assembleia Municipal de Beja.
Ainda em Beja, um resultado que não me surpreendeu foi o da FAI (Força Autarquica Independente): os seus escassos 203 votos (1,08%) são o reflexo de uma candidatura que ninguém percebeu nem acolheu.

No Distrito de Beja, destaco a derrota de José Raúl dos Santos em Ourique, por um contundente 4-1 para o PS. A queda do PCP em Aljustrel também deve ser sublinhada, compensada com a conquista da Câmara de Alvito.
Em Mértola o Movimento Independente consegue mais votos (370) que o PSD (55).
Na cidade de Serpa, destaco a derrota do PSD, que perde o seu único vereador.

Olhando para o Distrito de Beja:

PS: Aljustrel, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Odemira, Ourique
CDU: Alvito, Barrancos, Castro Verde, Moura, Serpa, Vidigueira
PSD: Almodôvar

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“Se disser que queria que Júlio Vieira (PSD) ganhasse e for João Salgueiro (PS) a ganhar, amanhã nao serei perseguido mas ficarei debaixo de olho.”

Portomosense entrevistado pela Radio do Fuas.

É este o ambiente que se vive em Porto de Mós há 4 anos, desde que o PS está no poder.

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Autárquicas 2009

Autárquicas 2009

Hoje às 7h00 terminou a última etapa da maratona eleitoral que se produziu em Portugal, primeiro com as Europeias, pelo meio as Legislativas e hoje a última “ronda” ou “batalha” as Autárquicas, de facto o sufrágio de hoje é de longe o que mais próximo está das populações, mais próximo que as Legislativas e muito mais além das Europeias. [continuado…]

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Logo AutárquicasLogo Eleições 2009

Para acompanhar os resultados eleitorais na Net a partir das 20:00 horas:

http://www.autarquicas2009.mj.pt/index.html

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Estando o pano quase a cair sobre o Blog Eleições09, é tempo de fazer um balanço final.

A oportunidade de participar neste projecto surgiu após algumas trocas de emails com o Prof. Carlos Santos. o convite surgiu no seguimento da vontade que havia em que o mesmo tivesse uma representação geográfica alargada do país, além de outros critérios relativos à abrangência partidária.

Gostei de ter estado numa da reuniões de preparação no IST, de ter conhecido pessoalmente o Paulo Querido do Público, o Luis Novaes Tito do blog a Barbearia do Senhor Luis, A Palmira Silva do blog De Rerum Natura e da Jugular, a Ana Matos Pires também da Jugular e o Nuno Gouveia do 31 da Armada, do Cachimbo de Magritte e do Papa Maizena, entre outros. Pudemos todos acompanhar os bastidores de um blog de projecção nacional e de pertencer ao Newsgroup dos bastidores, onde circularam mais de 750 mensagens internas.

A minha participação resumiu-se às eleições europeias e foi com bastante pena que não postei sobre as legislativas nem sobre as autárquicas, em resultado da falta de tempo.

Foi uma experiência muito interessante e que serve também de prova de como é possível algo imaginado e criado em Porto de Mós, estar ao mais alto nível em termos nacionais. Perto do terceiro aniversário do Vila Forte esta é mais uma grande vitória dos editores deste blog, mas também desta nossa terra que é Porto de Mós.

Publicado também no Vila Forte

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A poucas horas de cair o pano sobre este palco, vem a propósito lembrar essa obra magistral de Richard Wagner – O Anel dos Niblungos – sobre a mistura que melhor caracteriza a nossa humanidade: o poder, o amor e a morte. Até porque está em cena O Crepúsculo dos Deuses, o epílogo da tetralogia. No final, o regresso do anel às águas do Reno sinaliza o restabelecimento das fraquezas que todos transportamos às costas e a grandeza em que as podemos transformar. Assim haja força.

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Votar é Preciso…

por Ana Paula Fitas Ana Paula Fitas 9 de Outubro de 2009 | Autárquicas

Está a terminar a campanha para as Eleições Autárquicas. No domingo, o mapa do poder local dos próximos 4 anos ficará definido e, apesar da comunicação social apregoar que pouco irá mudar, vai ser muito importante, para todos os concelhos do país, a atribuição, nova ou renovada, do poder político municipal. As eleições autárquicas revestem-se de um significado crucial para o funcionamento democrático por se tratar do poder político que maior proximidade apresenta relativamente à generalidade dos cidadãos, capaz de afectar de forma muito directa o seu quotidiano… contudo, a abstenção que costuma marcar este acto eleitoral é uma tendência que pode – ou não?!- ser reforçada pelo facto deste Verão ter chamado às urnas, por 3 vezes, os portugueses. Para além de influências perniciosas que decorrem dos graus de dependência em termos de emprego dos cidadãos de grande parte dos municípios do interior e da insularidade, cujas Câmaras são, em muitos deles, a mais relevante entidade empregadora, teria sido importante que, por todo o país, os debates entre as diferentes forças políticas tivessem sido mais frequentes e visíveis. De qualquer modo, o importante é ir votar… votar com a consciência de que, com esse gesto, se vai legitimar a orientação política da gestão do nosso território, num contexto que requer, cada vez mais, atenção aos problemas locais. Contra a Abstenção, Pelo Exercício do Direito de Opção, Pelo Reforço da Liberdade e da Democracia… Votar é Preciso!  

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As Sondagens de Braga

por Pedro Morgado Pedro Morgado 9 de Outubro de 2009 | Legislativas

Depois da divulgação de duas sondagens com resultados contraditórios, adensa-se a incerteza relativamente às próximas eleições autárquicas na cidade de Braga.

Nos dias 1 e 2 de Outubro, a Eurosondagem perguntou aos bracarenses em quem iriam votar e as respostas indicaram uma vantagem de Mesquita Machado entre os 6 e os 15%. Há quatro anos, a mesma Eurosondagem previu uma vitória de Mesquita Machado por 17%, mas o resultado veio a ser bem mais equilibrado com uma diferença de menos de 6%.

Nos dias 5 e 6 de Novembro, a IPOM fez a mesma pergunta aos eleitores bracarenses e os resultados revelaram uma vantagem de Ricardo Rio na ordem dos 1,5 a 2%.

Confira aqui tudo sobre as sondagens de Braga.

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Quase terminado este ciclo eleitoral de 2009, resta esperar que Lisboa tenha um resultado que comprove a necessidade de convergir forças, de as unir, para evitar que o poder transite para aqueles que não se quer que o detenham.

Uma vez mais a direita apresenta-se em grupo. Uma vez mais a esquerda não consegue ir a votos com um projecto comum. Nada de grave dizem por aí, porque as sondagens “informam” que as Listas do PS (PS + Cidadãos por Lisboa + Independentes) vão ganhar e a divisão de esquerda serve para a diversificação de projectos próprios.

Se as sondagens fossem votos não seria necessária a democracia e, como diz Santana Lopes, da última vez que ele concorreu a Lisboa as sondagens enganaram-se redondamente e os votos deram-lhe vitória folgada.

Há que ir votar, há que votar sem calculismos para que os cálculos não resultem em erro matemático.

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Surpreendido, honrado e com profunda humildade, Barack Obama foi agraciado hoje com a atribuição do Prémio Nobel da Paz! Pelo seu “esforço extraordinário” em prol da Diplomacia internacional e pelo Desarmamento Nuclear, a Academia Sueca, demonstrou hoje a imprescindível consciência global dos problemas globais e o reconhecimento da justeza das grandes causas cívicas em prol da Paz no Médio Oriente, na condenação da Tortura, na Defesa dos Direitos Humanos… porque Obama trabalhou já, abrindo caminhos, no tão escasso tempo que leva a sua governação, com a Rússia, Cuba, África, Palestina, Israel, Irão, Tibete, no sentido de cimentar a Diplomacia indispensável à sobrevivência da Humanidade, da preservação da Diversidade, do combate à crueldade e à tortura… Guantanamo, Palestina, Desarmamento Nuclear e a luta cívica pela Saúde, a Educação e a Segurança social para todos no seu país, cujo rosto da pobreza e da exclusão ele assumiu. Obama representa a Cidadania que faz frente “aos grandes desafios do século XXI“ … o Prémio Nobel da Paz é hoje, através de Barack Obama, o símbolo da viabilidade da bondade, da persistência e da justiça na incansável luta pela Defesa da Democracia e da Dignidade da Vida Humana para Todos Nós, Cidadãos do Mundo! Presidente Obama, obrigado pela Esperança que nos devolveu e que persiste em afirmar como legítima designadamente no plano político… internacional, nacional, regional e local!YES, WE CAN! 

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Francisco Santos é o actual Presidente da Câmara Municipal de Beja (CDU) e recandidata-se a um segundo mandato.
Encerro, desta forma, as entrevistas com os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Beja.

francisco santos beja

foto: João Espinho

1. Apesar de o programa da CDU, à data em que coloco estas questões, não se encontrar ainda disponível no sítio oficial da CDU/Beja, pergunto-lhe se ele integra algumas das propostas lançadas em 2005 e que não teve possibilidade de concretizar. O que lhe faltou fazer no mandato que agora termina?
Francisco SantosNÃO RESPONDEU
[continuado…]

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